Somos um grupo de professores que, realizando o Curso Mediadores de Leitura na Bibliodiversidade, desejam aprender mais...
quarta-feira, 11 de maio de 2011
ABECEDÁRIO DA XUXA
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terça-feira, 10 de maio de 2011
União das linguagens visual, auditiva e verbal
MÚSICA "Years of Solitude" de Astor Piazzolla e Gerry Mulligan
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A grande arte da vida está em fazer da solidão,
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A grande arte da vida está em fazer da solidão,
um grande encontro com a paz.
domingo, 8 de maio de 2011
BRINCANDO COM POESIAS
Nossas crianças quando chegam à escola já trazem consigo alguma experiência com relação à poesia. Essas experiências vêm das cantigas de ninar, cantigas de roda, parlendas, adivinhas e poemas de entretenimento aprendidas na família e/ou na creche. O que se pode perceber, também é que a criança já traz dentro de si, o dom do gosto pela poesia, pela música, enfim de fazer determinada atividade, influenciada pela família e grupo de convívio antes de ir para a escola. Cabe então à escola dar continuidade ao desenvolvimento daquilo que a criança já traz dentro de si. Mas, a escola precisa apresentar e trabalhar a poesia como brincadeiras com as palavras.
A poesia é uma atividade encantadora, que nos transporta para um mundo em que as palavras ganham vida e autonomia. As brincadeiras infantis estão cheias de poesias, de sons, presentes nas cantigas de rodas, parlendas e quadrinhas. Elas brincam com os sons, usam e abusam de trocadilhos, aproximam-se mais da linguagem e do jeito de sentir das crianças. Não há criança que não se divirta com um bom jogo de rimas ou mesmo com uma série complicada de sons para pronunciar, como no caso dos trava-línguas.
O trabalho com poemas estimula a sensibilidade, familiariza a criança com uma linguagem mais elaborada, estimula a oralidade, a criatividade, a reflexão, a memorização e a criação. Tudo isso, brincando com palavras.
Para brincar com as palavras, as crianças também precisam se divertir com as imagens, se encantar com as rimas, se deslumbrar com as histórias e, depois de tudo isso se sentirem motivadas a conversar sobre o que leram ou ouviram, escrever suas próprias rimas e poemas, ler e recitar poesias, desenhar painéis que demonstrem suas sensações e versões das poesias trabalhadas.
A rima é um recurso agradável e divertido, a representação do poema (dramatização) é onde eles próprios se encarregam da coreografia e apresentação do mesmo, sendo na pré-escola que tentamos recuperar a maneira lúdica e espontânea das primeiras experiências das crianças, através de atividades de repetição de sons, aliadas a movimentos corporais, presentes nas parlendas, nas cantigas de rodas, nas brincadeiras e jogos infantis.
O trabalho com poesia deve ser feito sem a preocupação com outros conteúdos e também não deve ter preocupação com o estilo, rima ou outra cobrança do professor. Assim, quando a criança é livre para criar sua poesia o trabalho fica divertido e interessante. Pode-se trabalhar sobre um assunto, uma gravura, um acontecimento, exercitando a criação das crianças. Também se podem fazer brincadeiras do tipo rima-rima, onde cada um aponta uma palavra que rima com outra e depois essas palavras podem ser usadas para elaborar um texto. As letras de música são poesias e pode-se trabalhar com paródias, criando novas letras para melodias já existentes. Outro trabalho que pode ser feito é completar poemas onde foram tiradas algumas palavras. Com os nomes também se pode brincar de encontrar rima.
Infelizmente há professores que teimam em “castigar” seus alunos dando a eles leituras que os distanciam das delícias dos textos divertidos, e tentam em tudo "achar" um conteúdo para trabalhar, usando o texto como pretexto. E há ainda os que submetem os alunos a tenebrosas leituras obrigatórias que pouco ou nada deixam de proveitoso e que, de quebra ainda consistem em avaliações monótonas e nada significativas. Se a leitura não está em sintonia com o universo em que vivem os leitores é pouco provável que ela frutifique, que gere resultados ou ainda que promova o conhecimento. A leitura precisa ser agradável e contextualizada. Por isso, que tal brincar com poesias?
sábado, 7 de maio de 2011
Afinal, o que é poesia?
A POESIA É UMA PULGA
de pular não tem receio,
como se brinca
com bola, papagaio, pião.
Só que
Bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam."
José Paulo Paes
Na dança
No vento
Na chuva
A poesia é uma pulga,
coça, coça, me chateia,
entrou por dentro da meia,
saiu por fora da orelha,
faz zumbido de abelha,
mexe, mexe, não se cansa,
nas palavras se balança,
fala, fala e não se cala,
a poesia é uma pulga,
de pular não tem receio,adora pular na escola...
Só na hora do recreio!
Sylvia Orthof
POESIA É BRINCAR COM PALAVRAS
como se brincacom bola, papagaio, pião.
Só que
Bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam."
José Paulo Paes
Um bom poema é aquele que nos dá
a impressão de que está lendo a gente ...
e não a gente a ele!
Mario Quintana
O poeta vai tirando da vida
os seus poemas
como pássaros desobedientes
e amestrados
A palavra é o seu castelo
sua árvore encantada,
abracadabra construindo o universo.
Roseana Murray
ONDE ESTÁ A POESIA?
Está em cada ser
Em cada amanhecer
Em cada anoitecer
Em cada amanhecer
Em cada anoitecer
Em cada vida encontramos a poesia
Tudo é movimento No pensar
No sentir
No agir
No sentir
No agir
Na dança
No vento
Na chuva
A poesia está aqui,
Ali e em qualquer lugar,
Basta sonhar.
Brisa Ali e em qualquer lugar,
Basta sonhar.
Há poesia
Na dor
Na flor
No beija-flor
No elevador
Oswald de Andrade
Na dor
Na flor
No beija-flor
No elevador
Oswald de Andrade
quinta-feira, 5 de maio de 2011
POESIA ?!... TEM TUDO A VER...
TEM TUDO A VER
Elias José
A poesia
tem tudo a ver
com tua dor e alegrias,
com as cores, as formas, os cheiros,
os sabores e a música
do mundo.
A poesia
tem tudo a ver
com o sorriso da criança,
o diálogo dos namorados,
as lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.
tem tudo a ver
com tua dor e alegrias,
com as cores, as formas, os cheiros,
os sabores e a música
do mundo.
A poesia
tem tudo a ver
com o sorriso da criança,
o diálogo dos namorados,
as lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.
A poesia
tem tudo a ver
com a plumagem, o vôo e o canto,
a veloz acrobacia dos peixes,
as cores todas do arco-íris,
o ritmo dos rios e cachoeiras,
o brilho da lua, do sol e das estrelas,
a explosão em verde, em flores e frutos.
A poesia
- é só abrir os olhos e ver –
tem tudo a ver
com tudo.
tem tudo a ver
com a plumagem, o vôo e o canto,
a veloz acrobacia dos peixes,
as cores todas do arco-íris,
o ritmo dos rios e cachoeiras,
o brilho da lua, do sol e das estrelas,
a explosão em verde, em flores e frutos.
A poesia
- é só abrir os olhos e ver –
tem tudo a ver
com tudo.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Na história em quadrinhos, uma situação que envolve diferentes sentidos às palavras...
As histórias em quadrinhos são sempre muito bem aceitas pelas crianças. As imagens, o colorido, as "falas" em formatos, tamanhos e cores diferenciados, além do movimento que sugerem, permitindo uma leitura do conjunto é de uma riqueza muito grande.
Vale a pena trabalhar com histórias em quadrinhos!
domingo, 1 de maio de 2011
A vivência cultural interfere na significação das palavras...
Essa é antiga, mas é verídica!
Um jovem cuja família morava na cidade de Caibaté convidara sua namorada, uma moça da cidade, para acompanhá-lo até a casa dos pais a fim de conhecê-los.
Seguiram os dois pelo trajeto mais curto, saindo de Cerro Largo e tendo que fazer a travessia do rio Ijuí através de uma pequena balsa, na Vila Tremônia.
A moça, que nunca havia feito a travessia, ficou bastante apreensiva, questionou o noivo sobre a segurança da embarcação que era simples, com capacidade para dois a três carros, na época.
- Fica tranquila, esses moços estão acostumados a fazer a travessia, não tem problema.
Disse, referindo-se aos rapazes caboclos que cuidavam da balsa e que se movimentavam de um lado a outro da mesma, ora soltando cordas, ora esticando as mesmas.
Quando estavam próximos da outra margem do rio, um dos rapazes gritou ao que estava no outro lado da embarcação:
- Bombeia aí!
A moça imediatamente entrou em pavor:
- Estamos afundando, eles vão bombear a água que está entrando nas chalanas que sustentam a balsa!
O noivo riu:
- Não é nada disso. “Bombeia” para eles quer dizer olha. Olha aí se estamos na direção certa para atracar a balsa, só isso.
Outra verídica!
LANCHANDO NO RIO DE JANEIRO
Um amigo nosso, caminhoneiro, costuma levar sua família em viagens durante as férias escolares.
Em uma dessas ocasiões, acompanhado da esposa e da filha de 12 anos, com um carregamento de alho, chegaram ao CEASA, no Rio de Janeiro logo pela manhã, após longa e cansativa viagem.
Enquanto aguardavam o descarregamento, dirigiram-se uma lanchonete ali mesmo. Acomodaram-se em uma mesa e ele pergunta à filha e à esposa o que gostariam de comer e beber para o desjejum.
A mãe e a menina pedem uma batida, pensando em um farto copo de leite com frutas, e para comer, torradas, como as de presunto e queijo que costumam comer nas lancherias de sua cidade.
Aos olhares de todos a sua volta, que logo percebem tratar-se de pessoas do sul, nosso amigo vai até o balcão e pede:
- Um café e dois pastéis para mim, um copo de batida e torradas para minha esposa e a menina.
- O gaúcho tem certeza, a batida é para elas?
- Preocupado com o caminhão e com a família, ele confirma, sério e ríspido.
- Sim, por quê? Não tem?
- Tem, é que essa hora, e a menina...
Quando o rapaz do bar traz o solicitado é que foram entender sua insistência em confirmar o pedido: a batida era uma espécie de caipirinha com cachaça, limão e açúcar e a torrada, uma fatia de pão torrado com manteiga.
Explicando, para desfazer o mal-entendido, descobriram que para os cariocas, a batida que elas queriam, era vitamina e a torrada, misto quente.
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